quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Aparece lá em casa !











No sábado, quando almoçávamos em um restaurante do bairro, meu marido reencontrou um amigo dos tempos da adolescência. Houve aquela breve apresentação recíproca das famílias e, na hora da despedida, o tradicional “aparece lá em casa qualquer dia“.
Pois é.
Acho que todo mundo já viveu experiência parecida. Encontramos alguém, seja aquele amigo de infância que há tempos não víamos, ou um parente com quem tenhamos pouco relacionamento, e, depois da “conversinha de elevador”, surge a famosa frase.
Nem sempre o convite para “aparecer” é sincero; às vezes faz mesmo parte do protocolo. Aliás, meu pai vive dizendo que quem “aparece” é assombração. Precisamos “ir” até a casa do abençoado.
Mas nem sempre as relações de amizade são tão protocolares; muitas delas são sinceras.
Eu mesma tenho várias amigas com quem converso por telefone ou com as quais mantenho contato pelas redes sociais e “vira e mexe” combinamos de tomar um café ou coisa parecida. Mas que nada… acabamos ficando só na intenção. 
E são pessoas queridas pra mim, pelas quais tenho profundo afeto. Então por que nunca sobra tempo para esses programas prazerosos?
Nossa rotina é uma “roda-viva”; nossos compromissos nos engolem, nossa agenda cheia “disso e daquilo” não permite que desfrutemos da companhia de amigos especiais, que fizeram  - e fazem – parte da nossa história.
É claro que a família e os compromissos profissionais sempre ocuparão, em uma escala de valores, lugar de destaque na nossa vida, mas a manutenção dos vínculos de amizade também é importante.
Faz poucos meses reencontrei, pelo Face, uma amiga muito querida, que fez o Magistério comigo no Instituto de Educação; isso há mais de 20 anos! Aliás, essa amiga é aquela da “história do estrogonofe”, lembram?
Choramos e demos risadas conversando pela rede social; ela está morando por enquanto em Curitiba, mas está de mudança pra Maringá. Estou muito ansiosa para reencontrá-la. Já imaginaram duas mulheres que não se veem há 20 anos colocando o papo em dia?
Pensei em escrever sobre isso porque vejo que a vida passa – as horas, os dias, os meses, os anos… – e vamos deixando de lado pessoas importantes. Não porque queiramos, é claro; às vezes falta mesmo tempo, falta oportunidade.
Mas às vezes pode faltar um pouco de empenho de nossa parte para cultivar um dos maiores tesouros que se pode ter: uma amizade sincera.



Lúh  Oliveira

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