terça-feira, 25 de outubro de 2011

Em que pornografia me encaixo?


 

A impureza cega o coração e a inteligência, falseia o olhar, torna-nos escravos da sensualidade, perverte o amor
Com efeito, mesmo sem o querermos, começamos a considerar a mulher ou o homem como um objeto de consumo ao serviço do nosso prazer. A nossa visão torna-se parcial. Em vez de descobrirmos o nosso namorado(a) em toda a dimensão da sua personalidade, com o seu corpo, o seu espírito, o seu coração, a sua inteligência, a sua sensibilidade… reduzimos tudo a um só objeto de interesse: o prazer do corpo.
Nas nossas relações com os amigos ou no meio profissional, a nossa atitude será focalizada sobre o sexo, por causa da nossa memória embebida de imagens eróticas. Rapidamente, os que nos rodeiam darão conta disso e as relações homem/ mulher tornar-se-ão ambíguas.
No casal, a pornografia destrói o amor. Na verdade, o verdadeiro amor é dom de si, escuta do outro, delicadeza, ternura, atenção ao outro. E o nosso coração pode tornar-se cego, abafado pela tristeza e pelo desgosto que o erotismo gera.
Ora, o Criador, como sabemos, inscreveu no fundo do nosso ser uma aspiração à pureza. Esta aspiração permanece sempre em nós, mesmo se fizemos muito para a estragar…
É possível reencontrar esta pureza, onde quer que estejamos.
Em primeiro lugar, encontramo-la no Perdão de Deus. Depois, na vida de todos os dias, se nos mantivermos vigilantes: é uma atitude interior que consiste em afastar com simplicidade mas com firmeza, tudo o que pode amolecer o nosso coração (desviar um olhar, não dar asas à imaginação, não olhar para uma revista, para um cartaz …)
Tenhamos a certeza. Pouco a pouco, no meio de altos e baixos, a nossa boa vontade tomará o comando e reencontraremos a paz e a alegria do coração.

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